Pular para o conteúdo principal

Quando as luzes se apagam

O dia decorre com a velocidade de um TGV. Existem horas para tudo, sendo impossível ignorar o relógio. De 2ª a 6ª cresce um desejo quase secreto que chegue o fim de semana. E é muito bom não ter que cumprir horários rígidos, contudo multiplicam-se as tarefas domésticas. E também estas tarefas não podem ser ignoradas e bem cedo se percebe que ocupar as horas de trabalho não será assim tão bom.
Quando as luzes se apagam e a noite vai longa "cai o pano". Aí a dor, o medo, a perplexidade face à doença e à morte ganha espaço e quase asfixia. Como contornar a inevitabilidade? Como diminuir a sensação de impotência face ao galopar de umas quantas células desordenadas que vão conquistando espaço quase à mesma velocidade de um TGV.

Comentários